Resenha: Grande Magia - Elizabeth Gilbert



Título


Grande magia: Vida criativa sem medo


Autora




Elizabeth Gilbert nasceu em Connecticut, nos EUA, em 1969. Canceriana. É romancista, ensaísta, contista, biógrafa e memorialista. 

Ficou muito conhecida por seu livro de memórias Comer, rezar, amar. Nele, ela conta como foi o seu divórcio e a viagem que fez ao redor do mundo após o ocorrido. Cada verbo equivale a um país. Gilbert comeu na Itália, rezou na Índia e amou na Indonésia. É uma narração sobre uma cura, emocional e espiritual, de forma muito bem-humorada e inspiradora. 

Contexto do lançamento


Grande magia foi lançado em 2015. Liz tinha 46 anos. 2015 foi um ano comum do século XXI, ano mais quente desde de 1880,  ano em que a NASA mandou uma sonda pra sobrevoar Plutão e tivemos eclipse lunar. 

Sobre



Há uns três anos, lembro que peguei Comer, rezar, amar na biblioteca, sem expectativa alguma. Eu sabia que havia um filme, mas não fazia ideia sobre o que era. Até hoje não consigo me lembrar exatamente o que me fez pegar esse livro. Foi algo bem espontâneo. 

O que eu encontrei? Um dos meus livros favoritos. 

Um livro que me deixou, literalmente, com vontade de sentar em uma fonte e escrever. E viajar, claro. 

Eu acho incrível como a Elizabeth consegue contar de maneira bem-humorada tantas histórias sobre ela e outras pessoas. É tudo muito real. 

E dessa vez ela escreveu de forma real sobre a magia. 

A autora tem um lado espiritual muito forte, o que eu acho lindo. A Grande Magia seria um tipo de inspiração que nos leva a criar, produzir, viver de forma criativa. Ela entra em você quando você escreve, desenha, patina no gelo ou faz esculturas de madeira. 

O livro é um incentivo para que todas as pessoas deem uma chance para essa inspiração entrar na sua vida. Porque tudo o que temos que fazer é ficar de braços abertos para todas essas ideias que vagam pelo universo e estão esperando por nós. 

Como se fôssemos uma espécie de casulo. As ideias seriam as lagartas e com a nossa ajuda, elas se transformariam em borboletas, reais e concretas. 




O livro aborda várias fases da criação de algo artístico. Fala sobre a coragem que o artista tem que ter para dar vida a sua arte, porque a criação é um processo cheio de medo.

Mas a mensagem que fica é linda: todos nós temos um tesouro dentro de nós e temos que deixá-lo sair. 

Algo que me chamou muita atenção foi algo que ela falou sobre o mártir. Todos nós já conhecemos, em algum ponto da vida, um artista que entra em um vórtex de autodestruição para criar. A autora falou sobre a fetichização da dor. Caramba, isso é muito real. E me lembrou o que o Stephen King disse em outro livro que fala sobre criação de arte, Sobre a escrita: ele falou que não precisamos nos destruir pra criar algo. 

Eu, pelo menos, vejo que às vezes trato o sofrimento como um bichinho de estimação. Cuido dele com toda atenção, porque sinto que esse sentimento é muito real e é algo que eu consigo expressar. Mas após ler esse livro, parei pra pensar em várias coisas sobre esse endeusamento dos sentimentos ruins. 

A leitura é leve, divertida. Todos os capítulos são bem curtos. Li em dois dias. Recomendo demais para todos que gostam de criar ou querem levar uma vida criativa. Há histórias muito boas e o incentivo é gigante! 

É aprender que a arte é sagrada, mas também não é tão séria. É leve, tranquila e faz a gente se sentir bem. E tem arte que vai ser um soco no estômago sim, isso é ótimo, mas não há nenhum motivo para que a nossa alma viva na eterna destruição. 


Bom pra quem gosta de...


... criar qualquer coisa, arte, incentivo, autoajuda, um bom papo espiritual, histórias leves e engraçadas, Comer, rezar, amar


Sobre a edição 


Li no kindle. Aqui no Brasil esse livro foi lançado pela Editora Objetiva. Não sei como ele está por dentro, mas a capa é muito linda. Lembra muito o Festival das Cores indiano. Ele tem 192 páginas.



Um trecho


Gilbert falando com um editor imaginário sobre as rejeições que recebia ao enviar contos: 


"Pensa que consegue me desanimar? Ainda tenho mais uns oitenta anos para vencer você pelo cansaço! Existem pessoas que ainda nem nasceram e que vão me rejeitar algum dia, só pra você ter ideia de por quanto tempo pretendo continuar insistindo". 

12 comentários:

  1. Gentes, que capa maravilhosa!
    Adorei como você faz sua resenha, bem legal.
    Eu gostei de Comer, rezar, amar então acho que vou amar esse livro! Obrigada pela dica.

    Virando Amor

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    1. A capa é linda, né??? Adorei como ela é toda colorida.

      Muito obrigada, Carol! :)

      Simmmm, se você gostou desse, vai gostar de Grande magia também. É aquele mesmo clima da Elizabeth contando umas histórias sobre ela e etc. Tudo muito bacana!

      Bjs

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  2. Oi,

    Amei o livro. E essa capa <3

    Abraços...

    https://blogmichaelvasconcelos.blogspot.com.br/

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  3. Oi
    que bom que gostou de ler e achou a leitura divertida, mas infelizmente esse não é meu tipo de leitura, só que acho a capa bem bonita.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

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    1. Oi!

      Ah, entendo! E simmm, a capa é lindaaa! :)

      Bjs

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  4. Comer, rezar e amar eu só vi o filme, mas o livro for no mesmo estilo eu acho que vou gostar sim! rs E ah a capa é muito bonita!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Oi, Mi. Eu nunca vi o filme, mas estou curiosa! O que você achou dele?

      O estilo do livro é bem bacana ;) e eu também adoro essa capa hahah :)

      Bjs

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  5. Tive o mesmo caso que você em Comer, Rezar, Amar; parece que o livro me escolheu e não o contrário. Não costumo ler livros que me parecem auto-ajuda (soou orgulhoso, eu sei), mas como é de uma autora cuja escrita eu gostei tanto, fiquei disposta a dar uma chance. Bom trabalho!
    Visite nosso blog de livros, filmes e séries: http://jubadaliteratura.blogspot.com.br/

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    1. Sabe que eu acredito MUITO nisso? Eu realmente acho que os livros que nos escolhem. Como se eles soubessem o que estamos prontos para ouvir no momento.

      Também gosto bastante da escrita dela!

      Bjs

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  6. Oiii, tudo bem????
    Eu ainda não conhecia o livro, mas adorei conhecer. Com certeza vai para a lista. Como escritora e tal, acho que vai me fazer um bem danado :)
    E sabe que parando para pensar, eu também cuido da dor como se fosse um amiguinho? Precisamos para com isso :)
    Beijooos
    http://profissao-escritor.blogspot.com.br/

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    1. Sim!!!! Achei esse livro ótimo para quem escreve! Acho que você vai gostar bastante! :)
      Precisamos... Sabe que eu até achei bonito ver a dor como um amiga? Só não precisamos ficar cuidando dela o tempo inteiro...
      Bjssss

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